O juiz assumiu o comando dizendo que essa pessoa que mandou todas as cartas investigou o passado de todos os presentes que ali estavam, mas tudo o que havia na gravação era uma calúnia. Todos começaram a falar ao mesmo tempo, então, o juiz Wargrave levantou a mão e começou a se explicar dizendo que esse amigo desconhecido o acusou de ter assassinado Edward Seton. Explicou que Seton foi levado para seu tribunal para ser julgado em junho de 1930 acusado de matar uma idosa. Com uma defesa ótima, causou boa impressão o júri, mas as provas eram claras e mostravam que ele era o culpado. Concordou com o veredito e decidiram pela sentença de morte.
E declarou que só fizera seu trabalho, nada mais. Afirmou não saber nada de Seton.
Armstrong desconfiou e tinha certeza que o juiz estava mentindo.
A partir da explicação de Wargrave, todos começaram a se explicar.
Vera Claythorne disse que era governanta de Cyril Hamilton, uma criança que estava proibida de nadar muito longe, um dia ela se distraiu e o menino se afastou, nadou atrás dele, mas não chegou a tempo. No inquérito, o juiz a insentou de qualquer responsabilidade. A mãe do menino não a culpou, então por que alguém iria dizer essas coisas horríveis agora?
Depois foi a vez do General Marcatur. Arthur Richmond era um de seus oficiais e o enviou para uma missão de reconhecimento e foi morto. Coisa natural em tempo de guerra.
O General acabou de falar e sentou-se.
Foi a vez de Lombard tomar a palavra. Disse que a respeito daqueles nativos, foi tudo verdade, ele abandonou-os, mas foi questão de autopreservação. Estavam perdidos no mato, com isso ele e dois caras pegaram a comida e meteram o pé.
Anthony Marston disse que John e Lucy Combes eram um c asal de crianças que havia atropelado. Afirmou que tinha sido um acidente, sua carteira de habilitação foi suspensa por um ano.
Rogers limpou a garganta e se explicou. Disse que mensionaram a ele, à Sra. Rogers e à senhotita Brady. Sua mulher e ele estiveram com Brady até sua morte. Ea uma mulher de saúde frágil e que sempre estava doente. Em uma noite houve uma tempestade, justamente na noite em que a pobrezinha piorou de vez. O telefone estava mudo então foi buscar um médico a pé, mas quando chegaram lá, era tarde demais.
Blore se explicou. Disse que tudo começou quando assaltaram o Banco Comercial de Londres.
O juiz Wargrave se lembrou, pois o caso havia caído em suas mãos. Landor foi condenado po causa do depoimento de Blore, que foi o policial encarregado das investigações.
Blore afirmou. Landor foi condenado à pena de trabalhos forçados perpétuos e morreu em Dartmoor, um ano mais tarde. As provas contra ele eram claras. Apenas cumpriu seu dever.
Dr. Armstrong disse estar perdido, não lembra ter tido um paciente chamado Clees? Close? Não se lembrou. Tudo foi um mistério para ele mesmo. Talves poderia ter feito uma de suas cirurgias, pois muita gente chega às mãos do médico quando já é tarde demais . E depois jogam a culpa no cirurgião.
Em sua mente tinha certeza que a conhecia, havia a operado e a matou sem a menor dúvida. Era uma mulher de idade, um procedimento simples. A sua sorte foi haver lealdade na profissão. A irmã dela sabia mas ficou quieta. Foi um choque para ele que o fez refletir. Mas quem poderia saber disso depois de todos esses anos?
Todos se calaram e olharam para Emily Brent.
Emily disse que não iria falar nada. Não fazia sentido defender-se. Sempre agiu de acordo com sua consciência, e não tinha nada a reprovar contra sua conduta.
Começaram a tramar um plano. O juiz sugeriu que todos voltassem naquele dia.
Mas Rogers disse que não havia barco. Mas Fred Narracott vinha todas as manhãs trazer o pão, leite e a correspondência.
Sendo assim o juiz falou que todos partiriam na manhã seguinte na lancha de Narracott.
Todos concordaram, menos Anthony Marston que disse parecer falta de espírito esportivo e que deviam desvendar o mistério antes de irem. O juiz discordou, mas Anthony afirmou que a vida dentro da lei era muito estreita e que ele era a favor do crime, sugeriu um brinde à vida criminosa. Bebeu tudo de um só trago, e talvez rápido demais, acabou se engasgando, tentou respirar, deixou o copo cair no chão.
Todos ficaram assustados. Dr. Armstrong aproximou-se de Anthony que estava no chão e disse que ele havia morrido. Disse que ele morreu de asfixia e que havia cianureto de potássio na bebida.
Seguiu até a mesa de bebida cheirou a garrafa e provou do uísque, mas não havia nada.
Lombard assustado concluiu então que ele mesmo deve ter colocado a coisa no próprio copo.
Todos estranharam, ninguém imaginava que ele queria se matar. Armstrong e Lombard carregaram o corpo até o quarto e o cobriram.
Todos foram dormir, somente Rogers ficou para arrumar a mesa de jantar. Olhava com atenção as figurinhas no centro da mesa e só viu nove soldadinhos de porcelana, estranhou pois podia jurar que eram dez.
Bom, o livro está muito legal, e eu já percebi várias coisas. As pessoas que morrem, morreram do mesmo jeito que está escrito no poema, e cada pessoa que morre vai sumindo um soldadinho no centro da mesa.
Até mais!
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
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Rapidooo presciso fazer um teatro da morte do Juiz mas não sei como me de uma idéia!!!
ResponderExcluirmande para meu e-mail: christian.bergmann2@hotmail.com